Henrique Bartsch entrevista Rita Lee sobre Os Mutantes

Saudades do meu amigo Bart e do Rita Lee mora ao lado, por isso postarei esta entrevista que ele fez com a Rita em 2006.



Estas fotos foram enviadas pela Paula Portella, de Vitória/ESPaula é uma excelente fotógrafa, mas estas não são de sua autoria, pois ela não teria idade para essas coisas. Mas logo logo vão aparecer umas bonitas que ela tirou, mais atuais. Quem fez estas PB foi o Antonio Carlos Sessa.
Aproveitando o ensejo visual, fiz uma entrevistinha com La Rúbia, que se segue:
Rita. Do you see dead people?
Bart, querido.....você me coloca em situações que a própria razão desconhece...mas acho que tenho uma vaga lembrança, por estímulo visual...lembra meus tempos de análise, quando me mostravam aquelas figuras borradas e me pediam para interpretar, sã?

-Você tem noção do bat-local destas fotos?
Com todas as sombras da dúvida, acho que é o Clube Harmonia, aqui em Sampa...a fina flor da sociedade paulistana....dá uma olhada nos modelitchos de quem assiste aos 3 patetas...nós não temos nem baterista...o comecinho do início.
-O que chama atenção são os instrumentos que você está usando.
Ah, meu...embora pouco mais tarde tenha sido taxada de incompetente pelas irmãs Baptista, a véia sempre teve traquitanas do arco de mim mesma...instrumentinhos exóticos de toda parte do mundo, sininhos, apitos, coisa e tal.
-Fala do que você está soprando.
É um tipo de flauta, tem som de flauta, mas tem um êmbulo que você vai mudando de posição, e isto muda a tonalidade do que se toca....eu uso na introdução fantasmagórica de Dôce Vampiro...
E aquele outro, que parece uma Harpa?
O meu predileto...é a Auto-Harp.....a bichinha é lindinha...36 cordas, afinação cromática...a gente abraça ela e vai apertando as teclas, são 21 teclas que já vêm com os acordes prontos, as cordas que não fazem parte são abafadas e as que servem vibram...tem gente que sola nela com dedeiras mas é bem difícil, eu uso palheta normal e fico lá fazendo pose de cantora country...faz um tempo botei captador numa delas mas deu muito chiado, preciso arranjar um bala para tocar em lugares maiores e poder competir com a bateria...melhor é no microfone mesmo, pia alto mas tem que ficar meio quietinha sem se mexer muito...perfeita para o trio...é muito bom compor nela, Baila Comigo, por exemplo...

-Auto-harps não existem mais?
Existem sim, geralmente tem que fazer pedido pra loja...agora já pode comprar pela net...o fabricante é Oscar Schmidt...
-Mas e como é o encordoamento?....tem que ficar trazendo de "lá", né não?
Se a gente mantiver bem limpinha e cuidadinha só troca as cordas de século em século, até hoje nunca quebrou uma, meu...de qualquer maneira eu tenho dois jogos para eventuais crises...eu tinha 3 auto-harps, mas o filho da puta do @¨%$@#¨¨%¨&* (bom...aqui vamos omitir porque sacoméroubou uma...agora só tenho duas...fui tentar comprar uma nova e agora elas só tem 21 cordas....mas mandei vir correia para tocar em pé, captador, e tudo mais...me aguardem...

- Você tem essa que tá aí da foto até hoje?
Essa é a que o Rato roubou, filho da puta...
Bem. Em nome da moral lado e dos bons cortumes, melhor deixarmos por aqui esta conversa. Outras haverão. Um instante, maestro!
Arnaldo está usando um baixo de 6 cordas (na época o normal eram 4), do mesmo modêlo da Guitarra "Maldita", que o Sérgio está usando.


(Atenção: correção da Paula Portella - as fotos foram tiradas em Vitória/ES, no Clube Vitória, numa festa do curso de engenharia. Tem Rúbia que nem sabe onde estava direito. Brigado Paulie). Correção feita no dia 17/09/06

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