Em busca do Dropz de Rita Lee



Avisaram meio em cima, mas como dizia meu saudoso amigo Henrique Bartsch - autor de "Rita Lee mora ao lado" -, para maluquete não tem muito essa de tempo ruim... ao saber que a sessão de autógrafos de Dropz, o novo livro de vocês sabem quem, seria no dia 15/8, precisei driblar a crise que se abateu no panorâmico estado do Rio de Janeiro e dar um jeito de encarar uma viagem para São Paulo. Menos mal estar em greve, embora contando as moedinhas...

Fiquei próximo do local em que teríamos que chegar de madrugada, a fim de garantir as senhas... estava todo o mundo meio assustado com a experiência anterior, quando até os ETs resolveram sair de seus planetas para verem a Rita autografar a Autobiografia, de modo que os mais tarados não ousaram chegar depois das 7 da manhã, na gelada e chuvosa São Paulo.


Obviamente que eu estava entre eles, e depois de tentar sem sucesso um transporte, resolvi encarar a rua escura, pois segundo o google maps eu levaria uns 15 minutos de caminhada.
Sem nem saber onde era, saí perguntando e encontrei boas pessoas dispostas a me orientar, trabalhadores que já estavam de pé e bem simpáticos.
Quando entrei na 13 de maio, local da Saraiva Mega Mega, vi um povo sentado na calçada, juro que pensei serem moradores de rua, mas quando cheguei perto e vi a cara da moçada, logo saquei que ali estavam outros tarados como eu - eu -, que apesar de toda a taradice, pegaria a senha 19, também porque alguns à minha frente guardavam lugar para os fãs tardios, por isso, vi gente chegando mais tarde do que eu, ganhando numeração inferior a 10... Então, na Mega Mega Store às 6:30, eu estava entre os 20 primeiros.
Enquanto esperávamos teve de tudo: de gente perguntando se era entrega de currículo a noiado querendo saber se a Rita Lee estava lá. Vale ressaltar que todos fugiram do noiado, mas fiquei lá, firme e forte para dar a informação. Falei que só às 17:00 e ele prometeu voltar. Depois de ser cumprimentada por muitos fãs LEEgais e do bem da Rita, e até tirar foto com alguns e resistir por 2 horas e meia em pé, duas almas caridosas começaram a colocar a pulseirinha VIP em nossos pulsos, recomendando que voltássemos às 16:00. Pelo menos não teríamos que encarar duas filas - como foi na vez passada. 
Às 15:30 lá estava eu de novo, para entrar em outra filinha, dessa vez menor porque organizada pela numeração. A livraria estava abafada, mas quem se importava? Uma moça veio perguntar o nosso nome para o autógrafo, dessa vez fui bem comportada e o dei - da vez passada banquei a engraçadinha dizendo que não precisava, porque a Rita me conhecia,  a mulher da Livraria Cultura me olhou de cima a baixo e falou que ia seguir o protocolo. Por isso, como uma boa "menina", dei o nome e nem me importei com o fato de ela dizer que eu me chamava NoRRRRRRRma, como os paulistas falam. Mais duas horas e meia em pé, até que, por volta das 18:00, escutamos um AHHHHHHHHHEHHHHHHHHHHHHHHHHHUHHHHHHHHHHHH, exatamente, era a própria que chegava para a alegria de minhas retinas (e pés) tão fatigados, para quase parafrasear Drummond.

Não demorou muito e fomos entrando, depois de 5 horas em pé , nem estávamos aí, não havia cansaço, só aLEEgria. 
Ela estava linda, com seus carimbinhos de Elvis, James Dean e de um índio, com um sorriso sempre nos lábios. Também havia o brinde das balinhas e do marcador de livros (como podem ver na foto que o Fã Clube Oficial Rita Lee publicou). 
A besta aqui só esqueceu de dizer a ela que já tinha lido os 61 contos, mas lembrou de comentar que estava com SAUDADES. Ganhei um beijo (roubado) e ainda pedi para que ela olhasse para a câmera oficial, o que ela como boa descendente de Jó topou. Seguindo a canção da ídala - "toda a mulher se faz de coitada" ("Todas as mulheres do mundo"), na despedida falei que tinha chegado às seis e meia da matina. Ela olhou pra mim assustada (eu ainda consigo assustar a Rita??) e comentou: "E com esse frio!". E assim terminou a parte que me cabia nesse latifúndio, parafraseando João Cabral de Melo Neto. Morta de cansaço, - afinal só de fã de Rita Lee tenho 42 anos - voltei para os braços da minha doce e aconchegante cama e fiquei acompanhando os vídeos e fotos que a moçada postava. Aí vi os artistas que foram prestigiar a nossa ESCRITORA!
















O bom de ser celebridade que vai pegar o seu autógrafo é não ter nem um segurança atrás, apressando ou desconfiado do fã que ficou tantas horas na fila, esperando para ver a Rita, não é mesmo? E o segura ança  ainda pega carona na nossa foto. Eu, heim.

As oficiais ainda não saíram, as que foram publicadas aqui, com exceção da que tirei, vieram dos sites: Fuxico, Contigo e Quem. Aguardando para ver as nossas caras babonas no tal site da Editora Globo.

Comentários

  1. Como sempre um lindo texto, NoRRma! "Amor com amor se paga!", viu? Sua dedicação à Ritz é tanta que rolou até beijinho roubado... aí a distância ficou menor, o frio e o medo menos intensos, a espera encurtou, a grana (mesmo pouca) te deu a certeza de ter sido a mais bem empregada...

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