O STJ julga Rita Lee, quinta-feira, no caso do show de Aracaju. Eu estive lá e sei que ela não teve culpa!

"A 3ª Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ) julga, na quinta-feira, um recurso da cantora Rita Lee contra decisão do Tribunal de Justiça de Sergipe que a condenou a pagar indenização de R$ 5 mil a um policial militar ofendido durante um show em Aracaju, em 28 de janeiro de 2012. São sete demandas semelhantes, movidas por 40 PMs - todas procedentes - obrigando a artista a pagar R$ 5 mil a cada um. Destas ações, só três chegaram ao STJ, onde já há uma decisão definitiva, mantendo a condenação.  O acórdão do caso já definido no STJ resume o rolo. "A artista xingou os policiais. Ela também questionou aos PMs se estavam procurando baseado e se queriam um para fumar no palco, além de ter dito ao público que todos poderiam fumar à vontade, pois os policiais não iriam prender ninguém." O acórdão complementa: "a apelante extrapolou seu direito de livre manifestação de pensamento, ofendendo gratuitamente os policiais militares que ali estavam legitimamente, exercendo uma função essencial do Estado". - Jornal do Comércio (http://jcrs.uol.com.br/_conteudo/2017/07/colunas/espaco_vital/576820-o-bilionario-custo-do-legislativo.html)

Senhores Juízes, não foi bem assim! Republico o post da época. SEJAM JUSTOS.

Rita Lee em Aracaju, último show da turnê Etc. Amor dos fãs, truculência da polícia
segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

Eu, Fernanda, Leandro e Rodrigo, momentos antes do show:



Depois que a Estrela Rita anunciou que Aracaju seria o seu último show, eu e outros fãs não medimos esforços para assistir. Raspamos os cofrinhos, vendemos nossas calcinhas e cuecas e conseguimos, pagando a perder de vista, ir para Aracaju.

Desta forma que eu, Norma, do Rio de Janeiro, Fernanda, de São Paulo, Leandro, também do Rio e Rodrigo, de Florianópolis, chegamos em Sergipe, pois que para ver Rita Lee tudo vale a pena, nossa alma não é pequena, nosso sacrifício também não, em se tratando de presenciar o talento de RITA, não era a primeira vez que íamos num show da Rainha, mas seria a primeira que viveríamos uma situação de truculência policial ABSURDA.

Mas antes, tratemos do show. Tratemos do AMOR, do TALENTO, da MARAVILHOSA ATUAÇÂO de RITA LEE. E deixemos os antônimos destas palavras para a lamentável atuação da polícia militar de Aracaju e do governador daquele estado…

RITA LEE começou o show se apresentando para uma platéia enorme e calorosa, que a todo o momento gritava amá-la, que era uma honra ter o seu último show ali e muitas outras frases amorosas. Com aquela linda máscara, com a capa que costumava usar na década de 80, calça preta, blusa roxa escrito "Cabra macho" e meia luva preta, com brilhinhos.


O público estava calmo, embalado por suas canções. Não havia brigas, confusão de nenhum tipo. Mas mesmo assim, três policiais começaram a agredir uma pessoa no final da platéia. Rita parou o show e pediu que se retirassem, que não admitia isso no seu show, que qual era o problema, pois que se fosse devido aquela pessoa estar fumando um baseadinho, que não era necessário que a agredissem por causa disso e que se retirassem, pois o show era dela que estava ali para dar amor e alegria para as pessoas.

Foi o que bastou para, a partir desse momento, a polícia começar a afrontá-la e a intimidá-la, a ponto de ficarem de frente para Ela no show, encarando-a.

O que se vê nessa foto? Fãs felizes e a polícia no meio, de frente para o palco. Não teriam que estar de costas para a artista, observando a platéia? Por que estavam de frente para Ela? Vocês observam alguma briga, algum tumulto, alguém usando drogas?

 Mesmo que estivessem usando, não justificaria a truculência, a falta de respeito, o absurdo que relataremos aqui.

O show estava maravilhoso. Vi todas as Rita Lees, de todas as épocas no palco. Rita mutante, a dos anos 70, a da década de 80… a do bossa, a do 3001, a de agora. Pareciam se metamorfosearem na artista, através das danças, dos gestos. Era de emocionar. Era um prato cheio de sobremesa para quem já a vira desde o início, os deuses pareciam ter querido nos dar este presente, no show que ela anunciara como último.



Agradeceu a toda a sua equipe, aos fãs e disse que passava a batuta para o seu filho Beto Lee.

Rita comentou umas 3 vezes sobre o fato de a polícia não precisar estar ali, pois todos estavam pacíficos, se divertindo. Que ela desejava apenas um clima de paz, já que era seu último show. Não queria tristeza, nem violência. Mas a polícia não saía e aumentava cada vez mais.

 No momento em que cantava Doce Vampiro, inexplicavelmente, o batalhão de choque da PM veio para a grade e começou a nos tirar dali. Fernanda questionou "Por que isso?". O guarda me puxou pelo braço e eu falei: "Tá louco? Tira a mão de mim!". Ele me disse: "Sai, sai daqui já!", no que respondi: "Não vou sair, saiam vocês." Ele, então, levantou o cassetete e me empurrou. Vendo aquilo, Leandro disse: "Nós não estamos fazendo nada, somos fãs" e ele levantou o cassetete para agredi-lo. Fernanda foi atingida na mão e Rodrigo, no rosto. Um grupo de pms foi puxando o Leandro e fui atrás, gritando. Rita interrompeu o show imediatamente. Acenderam os holofotes na gente. Quem pôde, começou a filmar a agressão já levada ao ar pela televisão e disponível na internet, porém com fatos deturpados. Não me deixavam resgatar Leandro e o meu medo era de que  o levassem para longe de nós, sabe Deus  com que intenção. Rita, no palco, nos defendia, aflita, dizendo que a prendessem e que deixassem os seus fãs em paz. Perguntava o que eles buscavam e dizia só ter ali amor e alegria. Como ela não parava de criticá-los, eles me deixaram pegar o Leandro de volta, graças à Ela, que protege os seus fãs e o seu público. Pediu que a polícia prendesse os políticos corruptos e que deixassem o seu público em paz.

Ela continuou o show e, no final, em outra ação truculenta, a pm expulsou jornalistas, avisou aos fãs que a aguardavam que ela não receberia ninguém, pois seria presa. Imediatamente, todos sentaram e deitaram no chã a fim de impedir que saíssem com ela e foram retirados com brutalidade. Isso a imprensa não disse. Quando o carro dela saiu com ela, todos a aplaudiram, vaiando os policiais que cercavam seu carro, conduzindo-a para a delegacia.

Agradecemos à Heloísa Helena por ter ajudado, depondo na delegacia exatamente o que vira no show.

Depois ela foi liberada, vimos quando saiu. Ela está bem, não se preocupem. E que fique bem claro:

1. Ela NÃO fez apologia ao uso de drogas;

2. NÂO incitou a platéia contra a polícia, como disse o governador de lá;

3. NÃO desacatou a autoridade, o que falou ali, por exemplo: Querem fumar um baseadinho?, profere em todos os seus shows em tom de brincadeira. E falou para a prenderem, porque um guarda, da platéia, disse isso para ela, numa total falta de respeito.

Foi uma vergonha. O público de Sergipe a apoiou. Manifestações de apoio e de carinho dos fãs, da classe artística e do mundo. No vídeo, todos faziam sinal de PAZ E AMOR para a polícia…


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